terça-feira, 11 de junho de 2013

Que tal acampar com Morte Súbita?

Demorei para lê-lo, mas, mesmo assim, não perdi o gosto pela leitura desse livro. Se você quer ler esse livro por pensar que pode haver semelhanças entre ele e Harry Potter, acho que deve saber de algo... A única semelhança entre os dois é: A autora, claro.

O título original do livro é: The Casual Vacancy. Traduzido para Morte Súbita.  (Não vou negar que eu prefiro o título original, mas, como não sei inglês, apelo para o português mesmo). Vi um vídeo da Tatiana Feltrin em que ela elogia a tradução, então, confio nela!


Em Morte Súbita, J.K. trata sobre dramas familiares. O personagem principal, Barry Fairbrother, morre de maneira súbita (eis aí a explicação do título em português), então começa a ser "mostrado" como a vida das pessoas de Pagford são afetadas com a morte desse senhor tão querido. A trama gira completamente em torno dele, da vaga que ele deixou no Conselho Distrital de Pagford. E, como um vilarejo que se preze, temos os vários personagens (se você, assim como eu, leu A Guerra dos Tronos, vai estar acostumado com muitos personagens). A trama mostra o lado de algumas das famílias mais "ligadas" à Barry. Há corrupção, e não digo apenas a corrupção política, mas sim de valores e essas coisas... Como corrupção no trabalho, traições e etc. 

Krystal W. e a Sukhvinder J. são as minhas personagens favoritas e, bom, fiquei por um lado feliz e um lado triste com o final delas.

Há estupro, violência doméstica, drama entre pais e filhos; mostra a questão do bullying e as suas consequências. E, se você não gosta de cenas de sexo e essas coisas que eu citei acima, melhor passar longe dele. Não é porque foi escrito pela J.K. que vai ser juvenil e bem aceito por todos.

O Fantasma do Barry Fairbrother é o grande catalisador das desgraças; graças a ele (ou eles?), muitas das coisas aconteceram (poderia eu dizer "quase todas as coisas"?). O final é algo que realmente choca. Não é de se esperar que tudo acabe daquele jeito. Não sei se esperava mais ou menos. Como não me lembro de ter lido nada do gênero antes, não posso dizer que esse livro é o ótimo de todos, mas sim, ele é muito bom.
Nos aspectos físicos, o livro é lindo. A diagramação ótima. O papel em que foi impresso é ótimo também (apaixonada por esse Chambril Avena). A capa tem uma textura emborrachada que dá vontade de passar o dia inteiro acariciando o livro. As orelhas são grandes e lindas. Resumo da ópera: a Nova Fronteira fez bom trabalho.

Afinal, "A Culpa é das Estrelas" ou não, John Green?

Perdoem o fato de ter iniciado com um trocadilho um tanto bobo, mas né... a vida é boba.
Começo contando que eu não pretendia ler esse livro por tão cedo (desculpem-me fãs do John Green que leriam até a sua lista de compras). Eu atualizava os grupos de leitores e tinha vontade de me matar (vontade essa que ainda não foi completamente dizimada de mim). O tempo inteiro tinham postagens "novas" sobre esse livro, e eu me cansei; julguei já saber o suficiente sobre o livro e que eu não precisaria lê-lo. Eis que por um grandessíssimo gracejo da vida, deparei com ele na casa do meu primo e, como não tinha levado livro nenhum pra lá já que estava chovendo muito em minha cidade, resolvi começar a ler. Resultado: Li em menos de 24h.
O livro conta a história de Hazel Grace e do Augustus Waters e com aparecimentos do Isaac, e alguns outros personagens de alguma relevância. Seria tudo bonitinho e apenas mais uma estória de Y.A. se não fosse o fato de que eles tem câncer. Isso mesmo, câncer. A Hazel tem câncer na tireoide que com a metástase passou para o pulmão onde é "controlado" com ajuda de um-remédio-fictício. O Gus (Augustus), tem câncer nos ossos e tem uma perna amputada.
Eles se conhecem no grupo de apoio através do Isaac (?), e, assim que o conhece a Hazel vai para a casa dele assistir V de Vingança. Juro que eu fiquei meio "Como assim? Mundo real, oi?!". Mas aí tudo bem até o momento em que, com menos de cinquenta páginas de estória ela já está se derretendo de amores por Gus e a recíproca é verdadeira. Oi?!
A história é de fato bonitinha. Chorosa [embora, contrariando às expectativas, eu não derramei uma lágrima sequer quando "aquilo-que-ninguém-esperava-que-acontecesse-aconteceu" (quer dizer, meio que era de se esperar, né?), na verdade não chorei em momento algum do livro]. Mas, me digam: o que lhes faz viciar tanto nesse livro? Talvez eu seja um pouco sem coração, ou alguma criatura deveras desalmada, ou, até mesmo burra, para não ter entendido o motivo de tanto alvoroço acerca desse livro.

Há, a história de um livro chamado Uma Aflição Imperial no qual o autor não se comprometeu com o fim do livro. Não deixou claro em canto algum do mundo o que diabos aconteceu com os personagens, e, gente, assim como a Bella Swan do Crepúsculo, Hazel tem um livro favorito que lê e re-lê o tempo inteiro que deus lhe deu. E esse livro é UAI. Bom, então o livro é apresentado para o Gus, e, ele também sente-se deveras necessitado de respostas (o que tenho pra mim que foi só uma vontade de seguir a onda da Hazel). Como são jovens com câncer, eles tem o que chamam de "privilégios do câncer", e isso chama-se Desejo; como Hazel já tinha gastado o seu Desejo, Augustus sede o dele e eles vão serelepes até Amsterdã falar com o autor do livro (o qual eles já trocaram e-mails). Acontece tudo um desastre, por que o autor sente-se fracassado e se entregou ao vício do álcool.
Enfim, só lendo pra ficar por dentro de tudo isso.

Foto minha com o livro que não, não é meu. 
Empréstimo, você é uma bênção! ;)

Na minha humilde visão, o livro é muito adiantado. Atropela as coisas. Em pouquíssimo tempo eles já se amam, oi?!. Poderia ser procrastinada muita coisa. E, não, como a Hazel Grace disse para o seu (não mais tão) querido escritor, "Eu leria até a sua lista de compras...", eu não faria isso. Sinto muito John Green.
Achei os personagens muito nerds, com falas muito bem escritas, e faltou aquela coisa adolescente, despojada. Mas a história em si é muito bem construída.

Espero não ter dado spoilers e não ter ofendido algum fã do John G. o.k?
Nota para acampar: 4 estrelas.

Até logo com mais leituras,
Evellin Oliveira.